Filhos e Companhia

O presente, um pedacinho do passado, os sonhos e desejos do futuro de uma família em crescimento...

4/27/2010

Diga...33!

Completei 33 primaveras no último Sábado, dia 24.

O meu filho mais velho fez questão de preparar uma surpresa e pelo detalhe e empenho que dedicou prevejo que a minha "futura nora" será uma mulher cheia de sorte.

Acho que no colégio toda a gente ficou a saber que Sábado era o dia do meu aniversário. O professor de informática ajudou-o a elaborar o postal da imagem que completou com uma pedra em forma de coração. Nunca pensei ficar tão enternecida por me ofertarem um calhau mas, aconteceu!

Veio dar-me os parabéns, à cama, pela manhã. Chamou-me ao sótão, onde tinha escrito parabéns num quadro, ligou a aparelhagem e colocou a tocar a música dos parabéns.

Tudo isto tornou o dia ainda mais especial... o que eles não sabem é que comemorar um aniversário na companhia deles é especial, só por si.

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3/24/2010

Foi há 18 anos!...

...Eu que era uma menina “certinha”, bem comportada, estive prestes a “levar” a minha 1ª falta disciplinar. Ena!
Perante a tagarelice que animadamente mantinha com uma outra colega em plena aula de matemática, a professora resolveu arremessar-nos um pedaço de giz, o qual devolvi ao seu lugar lançando-o do fundo da sala para o suporte do quadro.
A professora informou-me que teria falta disciplinar em consequência de tal acto e que poderia escolher entre permanecer na aula ou sair. Mantive-me na aula e no final a professora perguntou-me o que se passava comigo? Não era habitual estar tão...desassossegada.
Foi aí que a minha companheira de tagarelice a informou que eu estava eufórica pois o meu irmão estava a nascer! A professora lá resolveu “perdoar” a falta disciplinar e assim terminou a vivência mais próxima que tive com a delinquência juvenil, prosseguindo a minha pacata vida de choninhas.

Sabia que a minha mãe estava na maternidade e imaginava que o meu irmão já tivesse nascido mas, não tinha certeza. Naquele tempo, (já foi há 18 anos...como é possível?!), os miúdos ainda não iam munidos de tecnologias para a escola.
Soube depois que sim, o rapaz (finalmente “o rapaz”) tinha nascido!

Parabéns! Que lutes pelos teus objectivos sempre e que em virtude disso a vida te traga tudo o que tem de melhor.

Adoro-te!

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12/29/2009

7 anos!

Hoje o meu moreninho faz 7 anos!
7 anos que concretizei o sonho de ser mãe.
7 anos de um percurso trilhado com amor, emoção, algumas dúvidas, muitas alegrias e conquistas.
Hoje, voltaram à minha memória as imagens de um bebé moreninho, de cabelo negro, com uns olhinhos surpreendentemente abertos, o seu cheiro, o nariz arrebitado, as mão e os pés tão perfeitos, as suas bochechinhas... Hoje, é com orgulho que vejo o meu menino, tão alto, tão grande, com os mesmos olhos expressivos, lindo!...
Parabéns, filho! Amo-te.

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10/01/2009

4 anos!

Por esta altura, há 4 anos atrás, estava prestes a conhecer-te.
Hoje, acabas de acordar e estás anhinhado ao meu colo enquanto escrevo.
Daqui a pouco, vamos deixar o mano na escola e o dia será só nosso até às 16h, quando vamos cantar os parabéns com os teus amiguinhos.
4 anos meu amor e as palavras são insuficientes para descrever este sentimento tão forte que dói.
Obrigada por seres meu.
Parabéns, amor.

P.S. - O mano acaba de acordar, também. Entrou na sala com o cabelo ouriçado, olhos semicerrados e disse: "Parabéns, Henrique". Vamos ver se muda de ideias e te oferece hoje o desenho que fez para ti, ao invés de só no dia da tua festa.

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4/24/2009

24/04/1977


Nascia esta menina que sou eu!
Ao colo do meu avô materno que faleceu poucos meses depois...

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3/12/2008

O Amor da minha vida...

Faz hoje 32 anos.

Parabéns!

Obrigada por me teres dado o que sei ser, também, os melhores presentes da tua vida.

Amo-te.

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12/30/2007

5 anos

Fez ontem 5 anos que fui mãe pela primeira vez.

Parabéns, meu amor! Foste e continuas a ser a concretização de um sonho. É maravilhoso ver-te crescer assim.

Ontem não conseguias adormecer, talvez pela excitação da tua festinha e das brincadeiras com os primos. Ontem foi como que o nosso segundo Natal, um Natal ainda maior, com a família toda reunida. Depois de o pai te ter deixado na cama, ouvimos-te descer as escadas, vieste aninhar-te ao meu lado no sofá e acabaste por adormecer no meu colo. Estive uns momentos a contemplar o teu rostinho e a descobrir ainda muitos dos traços do recém-nascido que me entregaram enroladinho numa manta e que me parecia fitar com uns olhinhos negros muito vivos.

Estás crescido, mas tens ainda muito de bebé. E este misto deixa-me com o coração cheio de amor, orgulho...

Espero poder sempre ajudar-te a crescer da melhor forma.

Amo-te muito, meu amor.

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9/12/2007

Vida

Passaram quase 5 anos desde o dia em que o meu marido me ligou a pedir para ir ter com a sua irmã pois tinham acabado de receber a noticia que o marido dela tinha falecido...

Ele, tinha a nossa idade, era militar e estava destacado em missão no exterior...

Não tomei consciência da realidade... não, não podia ser. Ela estava grávida e ele nem ia conhecer o filho...Não podia ser verdade!

Só acreditei quando cheguei a casa dos meus sogros...Lembro-me que a casa estava cheia de gente, mas a única imagem que guardo é de a ver sentada no sofá, no meio de dois militares, com um sorriso nos lábios, mas com os olhos inchados, vermelhos e rasos de lágrimas. Apeteceu-me fugir antes que ela me visse...Não sabia o que lhe havia de dizer...Não disse nada...Só nos abraçamos e choramos.

...

5 meses depois tive o privilégio de assistir ao nascimento do seu filho. Passei a noite em claro. A tocar à campainha a pedir às enfermeiras para me deixarem entrar. Não queria que ela ficasse sozinha. Lá me deixaram finalmente entrar. Conversamos sobre tudo e sobre nada, até a conversa começar a esmorecer e dar lugar ao sono de ambas. Mas eu, sentada num banco muito pouco confortável, só lhe perguntava: "Então pá, ainda não estás com vontade de fazer força?". Nada, ela estava na maior, graças à bendita epidural! Até que o momento chegou. Força e mais força e nada. Vejo cortar e pareceu-me ver o chão fugir-me dos pés. Ela a dizer-me: "Chega-te para trás. Estás maldisposta?". E eu a pensar que devia ser eu a dar-lhe apoio...Mas eu também tinha parido apenas à 9 meses e ainda estava tudo muito à flor da pele.

Finalmente o meu afilhado, que segurei nos braços acabado de nascer. Lembro-me de olhar para ele e ver...o pai.

Faz hoje 4 anos!

Admiro a cumplicidade deles. Ela vive para ele, como qualquer mãe vive para os filhos é certo mas, percebo que é dele e por ele que ela extrai toda a força. Raramente a ouço lamentar-se. Foi criada no meio de 3 irmãos rapazes e isso também teve alguma influência na mulher forte e determinada que é, mas admiro-a e sei que é recíproco.

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